Professora do curso de Direito participa de Seminário em Portugal

Professora do curso de Direito participa de Seminário em Portugal

O encontro, que aconteceu na cidade de Braga, reuniu professores, pesquisadores e profissionais da área jurídica.

Publicado em 09 de julho de 2019

Professora Ângela Barbosa Franco durante mesa redonda do 3º Encontro de Investigadores em Ciências Jurídicas da Universidade do Minho.

Na última terça-feira (02), a professora Ângela Barbosa Franco, que leciona a disciplina de Direito do Trabalho na Univiçosa, participou do 3º Encontro de Investigadores em Ciências Jurídicas da Universidade do Minho, sediado na Escola de Direito da Universidade do Minho, em Portugal. 

Durante o evento estiveram presentes a presidente da Escola de Direito da Universidade do Minho, professora Dra. Maria Clara Calheiros; a diretora da Jus-Gov (Centro de Investigação em Justiça e Governação), professora Dra. Patrícia Jerônimo, dentre outros exímios investigadores como a vice-Decana da Faculdade de Direito da Universidade Santiago de Compostela, professora Dra. Marta Otero Crespo.

A representante da Univiçosa, professora Ângela, discorreu sobre a Flexibilidade da jornada na economia Gig e a desigualdade de gênero. Segundo a docente: “As mulheres ainda são as principais responsáveis pelas tarefas domiciliares e, por isso, aderem aos trabalhos Gigs, na esperança de terem maior liberdade para definir os períodos em que podem laborar, sem negligenciar a família. Como parte expressiva dos trabalhos ofertados pelas plataformas digitais é efêmera, fragmentada, informal e, tipicamente doméstica, receia-se que as tarefas advindas dessa dinâmica laborativa estejam apenas replicando, ou até ampliando, a segregação ocupacional de gênero. Na economia Gig, o trabalho é normalmente pago por produtividade e as oportunidades são adstritas às avaliações dos usuários dos serviços. Nesse sentido, vislumbra-se um trabalho desempenhado em jornada exaustiva, cuja remuneração depende de avaliações subjetivas, sem proteção legal. Como consequência, pode haver a subutização do talento feminino e, também, um maior comprometimento da vida pessoal da prestadora do serviço, no desempenho de uma atividade profissional. ”

Sobre Economia Gig

Trata-se do universo de trabalho freelancer e toda a estrutura e as atividades financeiras que giram em torno dele. São profissionais sem vínculo empregatício com empresas, e que atuam prestando serviços remotamente.


Fonte: https://www.univicosa.com.br/uninoticias/noticias/profeora-do-curso-de-direito-participa-de-seminario-em-portugal